História do Handebol



Andebol (português europeu) ou handebol (português brasileiro) (do inglês desportiva criada pelo alemão Karl Schelenz, em 1919 — embora se baseasse em outros desportos praticados desde fins do século XIX, na Europa setentrional e no Uruguai. O jogo inicialmente era praticado na relva em um campo similar ao do futebol com dimensões entre 90m a 110m de comprimento e entre 55m a 65m de largura, a área de baliza (gol em português do Brasil) com raio de 13m, a baliza com 7,32 m de largura por 2,44 m de altura (a mesma usada no futebol), e era disputado por duas equipas de onze jogadores cada, sendo a bola semelhante à usada na versão de sete jogadores. Hoje em dia a maioria dos jogadores pratica apenas o handebol de sete.



Atualmente o handebol do Brasil está em ascensão mesmo nunca tendo conseguido uma medalha olímpica; o esporte já é largamente praticado nas escolas,já que acontece um aproveitamento em larga escala das quadras de futebol de salão para o handebol.

Regras

A bola

Terá que ser de couro, de cor única. A duração de cada tempo "neste caso são duas" é de 30 minutos, com um intervalo de 10 minutos. Uma equipe é composta de 6 jogadores de campo e um guarda-redes.

Manejo de bola

É Permitido: Lançar, parar e pegar a bola, não importa de que maneira, com ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco, coxa e joelhos (menos os pés). Segurar a bola durante o máximo de 3 segundos mesmo se ela está no chão. Fazer o máximo de 3 passos com a bola na mão. Conduzir ou manejar a bola com os pés não é permitido.

Comportamento com o adversário

Utilizar os braços ou as mãos para se apoderar da bola. É permitido tirar a bola da mão do adversário, com a mão aberta, não importa de que lado e bloquear o caminho do adversário com o corpo. É PROIBIDO arrancar a bola do adversário com uma ou com duas mãos, assim como bater com o punho na bola que o mesmo tem nas mãos.

Área do gol

Somente o guarda redes pode permanecer na área de gol. O adversário que entra nessa área é punido com um remate livre. Os jogadores que invadirem as áreas de gol, depois de ter lançado a bola, estarao sujeitos a uma punição.

Lance lateral

O lance lateral é ordenado, desde que a bola tenha transposto completamente a linha lateral. E tem que ser cobrado com um pé sobre a linha lateral da quadra e outro fora. Pode-se passar ou até mesmo fazer o gol, mas não pode passar para o goleiro.

Tiro de meta

O tiro de meta é ordenado nos seguintes casos: quando antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha sido tocada, em último lugar, por um jogador da equipe atacante ou pelo goleiro da equipe defensora, estando este dentro de sua área de gol.

Lance de escanteio

O lance de escanteio é ordenado desde que a bola tocada pela equipe defensora ultrapasse a linha de fundo. O lance é executado no ponto de interseção da linha de fundo e a linha lateral.

Tiro Livre

É ordenado tiro livre nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador, lance de saída irregular, manejo irregular da bola, comportamento incorreto com o adversário, execução ou conduta irregular no lance livre e no lance de sete metros; conduta antidesportiva.

Lance de 7m

Esse lance é ordenado com uma falta grave sobre o adversário.

Tiro de árbitro

O tiro de árbitro é marcado quando, mantida a bola dentro da quadra e fora das áreas do goleiro, ocorrer: falta simultânea de jogadores das duas equipes; interrupção do jogo por qualquer razão, sem infração às regras.

Os árbitros

O jogo é dirigido por dois árbitros assistidos por um secretário e um cronometrista.


Regras básicas (em forma de perguntas)

1) Quais são as dimensões da quadra?
40x20m.
2) Qual a distância que devem observar os jogadores adversários até que os tiros sejam cobrados?
3m.
3) É considerado gol quando a bola:
Ultrapassar completamente a linha de gol.
4) Quando um jogador de quadra passa a bola para o seu próprio goleiro dentro da área de gol, é cobrado:
Tiro de 7m
5) Durante a execução de um tiro de 7m qual a colocação dos jogadores de defesa e de ataque:
Fora da linha dos 9m
6) As sanções disciplinares no jogo são progressivas. Qual a ordem correta: advertência,
exclusão, desqualificação, expulsão.
7) Quantos passos posso dar, no máximo, com a bola na mão:
3 passos
8) Cite 4 casos onde é ordenado Tiro Livre:
É ordenado Tiro Livre no handebol nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador, lance de saída irregular, manejo irregular da bola, comportamento incorreto para com o adversário, execução ou conduta irregular no lance livre e no tiro de 7m; conduta anti-desportiva.
9) Cite os casos em que o jogo é reiniciado com um Tiro de Árbitro e de onde ele é cobrado.
Um tiro de Árbitro de handebol é ordenado quando:
a) jogadores de duas equipes cometerem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo na quadra.
b) a bola encostar o teto ou objeto fixado sobre a quadra.
c) o jogo é interrompido sem que tenha acontecido qualquer infração e a bola não estar em poder de nenhuma equipe.
d) o primeiro ou o segundo meio tempo tenha sido encerrado antes do tempo regulamentar e os jogadores tenham abandonado a quadra. Neste caso, o jogo de handebol é retomado por um tiro de árbitro executado do centro da quadra após o apito do árbitro. Sem apitar, o árbitro central lança a bola para cima no local onde a bola se encontrava no momento da interrupção do jogo. Caso, o local fosse situado na área do goleiro ou nos 9m, o tiro é executado do local mais próximo fora da linha dos 9m. Neste tiro os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos a três metros do juiz. Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu próprio gol.
10) Por quem é composta a equipe de arbitragem?
A equipe é composta por dois árbitros assistidos por um secretário (que é o marcador dos gols, faltas,etc.) e por um cronometrista.
11) Quando é ordenado um tiro de meta?
O Tiro de Meta no handebol é ordenado quando antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha sido tocada, por último, num jogador da equipe que ataca ou pelo goleiro da defensora.
12) Como deve ser cobrado um Tiro de Lateral?
Na execução deste tiro, uma parte do pé do executor deve estar em contato permanente com o solo. É permitido levantar o outro pé e recolocá-lo no solo diversas vezes.

A Bola
Bola de Handebol
Bola de Handebol
Existem três tamanhos de bolas de Handebol, cada uma possui um certo peso pré-determinado e representa uma categoria específica. São denominados por H3, H2 e H1. Elas tem que ser de couro e não escorregadias. (Para uma melhor aderência e maior liberdade nas jogadas usa-se uma cola especial para Handebol, aplicando-a nas pontas dos dedos).
H3 Esta é usada para a categoria Adulto Masculino (sendo a maior bola de Handebol), deve medir no início da partida, 58,4cm de circunferência e pesar 453,6 gramas.
H2 Esta bola é usada nas categorias Adulto Feminio e Juvenil Masculino (possuindo um tamanho intermediário), deve medir no início da partida 56,4cm de circunferência e pesar 368,5 gramas.
H1 Esta bola é usada nas categorias Infantis Masculino e Feminino e Juvenil Feminino.
POSIÇÕES

Ataque

Este desenho mostra as posições básicas do ataque.
No ataque, o time é dividido em: Pontas, Meias, Armador (conhecido também como Central), Pivô e Goleiro.

Armador

É a "locomotiva" do time no ataque. Este jogador esta no centro do ataque e comanda o curso e o tempo do mesmo. Este é geralmente o mais experiente jogador do time, deve saber arremesar com força e ter um grande repertório de passes. Deve possuir grande visão de jogo para se adaptar as mudanças na defesa adversária. Força, concentração, tempo de jogo e passes certos são o que destacam um bom armador.

Meia

O "combustível" do time no ataque. Os meias geralmente possuem os mais fortes arremessos e são, geralmente, os mais altos jogadores do time. (No masculino variam de 180cm a 210cm e no feminino variam de 175cm a 190cm). Entratanto existem exepcionais jogadores que são menores que a média, mas possuem arremessos poderosos e técnica muito apurada. Estes são geralmente os jogadores mais perigosos durante o ataque, pois os arremessos costumam partir deles ou de outro jogador o qual tenha recebido um passe dele.

Ponta

Geralmente são eles que começam as jogadas de ataque. Os pontas são velozes e ageis; e devem possuir a capacidade de arremessar em ângulos fechados. O destaque no arremesso não é a força, mas a habilidade e mira, podendo mudar o destino da bola apenas momentos antes de soltá-la em direção ao gol. Estes jogadores também são muito importantes nos contra-ataques, apoiados em sua velocidade e posicionamento.

Pivô

O "coringa" do time no ataque. Se posicionam entre as linhas de 6m e a de 9m. Seu objetivo é abrir espaço na defesa adversária para que seus companheiros possam arremesar de uma distância menor, ou se posicionar estratégicamente para que ele mesmo possa receber a bola e arremessar em direção ao gol. O pivô possui o maior repertório de arremessos do time, pois ele deve passar pelo goleiro e marcar o gol geralmente sem muita força, impulsão ou velocidade, e em jogadas geralmente rápidas.

Goleiro

Se o goleiro defender um arremesso ou conseguir um tiro livre, ele deve ter a habilidade e o raciocínio rápido para observar se algum jogador se encontra em uma posição de contra-ataque, fazendo assim o lançamento que deve ser rápido e certeiro. O goleiro não é apenas um jogador de defesa, mas um importante armador de contra-ataques.

Defesa

Este desenho mostra as posições báscias da defesa.
Os jogadores na defesa precisam trabalhar em equipe. Comunicação é absolutamente vital. Onde está o pivô? Quem está marcando quem? Aonde está o foco do ataque? No nível de elite do Handebol, existem times que possuem jogadores especializados na defesa, que são físicamente grandes, muito fortes, rápidos e com muita concentração. Esses jogadores ainda possuem a habilidade de detectar o foco do ataque e se adaptar as mudanças nas jogadas. Defensores situados no meio precisam ser muito fortes e altos para impedir os ataques dos meias e conter os pivôs.
O goleiro é vital na defesa. Um bom goleiro pode representar mais de 50% da performance de um time. Quando a defesa é penetrada, o goleiro é a ultima barreira ao atacante. Ele precisa ter um reflexo rápido, boa antecipação de onde o atacante pretende arremessar e habilidade de ajustar força, reflexos e total concentração (eliminado qualquer coisa que não seja referente ao jogo) foçando seu objetivo final, a defesa. O goleiro também deve se comunicar com seu time, (pois possui maior visão de jogo por estar fora dos lances de ataque)incentivando e alertando a defesa; e auxiliando e orientando seus companheiros no ataque.

NO BRASIL

O Handebol no Brasil Após a I Grande Guerra Mundial, um grande número de imigrantes alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas.
Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura, tradição folclórica e por extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento, principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de Handebol, tendo como seu 1 ° Presidenta Otto Schemelling.
O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse demarcado com cal (40x20m e balizas com caibros de madeira 3x2m).
Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos - CBD órgão que congregava os Desportos Amadores a nível nacional, criou um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e feminina.
Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os Estados adveio com a sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte-MG em julho de 1971 como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza-CE em julho de 1972. Como ilustração, nos JEB's/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973 nos IV JEB's em Maceió-AL tivemos cerca de 16 equipes femininas e 20 masculinas.
A atual Confederação Brasileira de Handebol - CBHb foi fundada em 1º de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro Presidente foi o professor Jamil André.

Variações de Ataque

Atacando com 1 pivô
A maneira mais comum de se ver uma equipe jogar é representada no esquema acima. O sistema defensivo mais utilizado pelas equipas adversárias é o 6x0. Neste tipo de esquema o melhor posicionamento para o ataque é o representado na figura acima, onde 5 jogadores formam uma linha de passe em frente a linha de defesa. Os jogadores 1, 2, 3 ficam a passar a bola de um lado para o outro enquanto o pivô (4) tenta abrir um espaço (com muito cuidado para não cometer falta de ataque) para que os armadores ou o central penetre na defesa e arremesse cara-a-cara com o goleiro. O pivô deve manter também um posicionamento de modo que possa receber a bola, girar e arremessar. Neste sistema deve-se também haver um grande entrosamento entre o ponta (1) e o armador (2), pois as melhores oportunidades de gols podem surgir de jogadas realizadas pelos dois atletas, tendo que se preocupar com os dois a defesa fica mais vulnerável no meio. O sistema 6x0 dificulta a penetração na defesa por isso arremessos de fora (sem penetrar na defesa) são comuns nesse tipo de jogada, aconselha-se então armadores altos com o arremesso fortes. O central deve ser um jogador habilidoso e criativo.

Atacando com 2 pivôs
Atacar com dois pivôs é arriscado, por isso recomendamos essa tática apenas para equipas um bom nível de conhecimento no andebol e esses esquemas devem ser utilizados apenas em ocasiões especiais, geralmente contra equipas inexperientes. As possibilidades de se criar jogadas na linha de passe tornam-se mais difíceis mais a defesa adversária fica mais presa. Um dos recursos utilizados para atrapalhar esse esquema é sistema defensivo 5x1, mas, isso deixa a defesa mais vulnerável, porém as possibilidades de intervir na linha de passe e surgir um contra ataque fatal são muito grandes. O segundo pivô também limita a atuação do jogador adiantado, podendo ser uma boa opção de passe, desta maneira o esquema "pode" também quebrar defesas 5x1 (também se deve ser realizado por equipas experientes). No sistema defensivo 6x0 podem utilizar dois pivôs, apenas quando as jogadas não estão surgindo na linha de passe e quando exista uma certa dificuldade na penetração, por isso a defesa deve se manter de 4 na quadra. Como se pode ver, o ataque com 2 pivôs é muito complexo por isso não é muito recomendável, principalmente para equipas inexperientes. Exige-se muito treino, atenção e habilidade dos jogadores, mas é uma boa opção em situações em que a equipa não possua um bom desempenho com apenas 1 pivô ou com dificuldades de arremessos de fora ( jogadas de suspensão ou por cima das da defesa) são interceptadas pela defesa adversária. Existem várias maneiras de posicionar-se no ataque, dependerá sempre do andamento da partida. As táticas apresentadas acima são as mais utilizadas e comuns no andebol actual. Como existem adversários e sistemas defensivos diferentes a figura do treinador é importantíssima nesse momento.
1) CONTRA ATAQUE
Passagem rápida da defesa para o ataque geralmente com um jogador, causado pela perda de bola pelo adversário.
O contra-ataque pode ser realizado:
  • por um jogador que rouba a bola e sai sozinho ou através de um passe a longa distância executado pelo goleiro ou por um companheiro seu.

2) CONTRA-ATAQUE SUSTENTADO

Se o adversário consegue evitar a marcação do gol, pois a defesa ainda está desorganizada. A conclusão da 2ª fase pode ser:
  • Executada a partir do armador por meio de um arremesso de meia distância
  • Por meio de um passe, para junto dos seis metros feito por um jogador a partir da zona de arremesso.

3) ORGANIZAÇÃO DO ATAQUE

Se não for possível marcar o gol nas duas primeiras fases do ataque, é recomendável a suspensão da 2ª fase e a organização do ataque. O sinal para a passagem para 3ª fase é dada pelo jogador que está com a posse da bola, levando-a e dirigindo-se para o meio da quadra de jogo, chamara a atenção da própria equipe para o término da 2ª e início da 3ª fase.
A 3ª fase tem os seguintes objetivos:
  • Ocupação dos lugares correspondentes ao sistema de ataque combinado
  • Criação de um curto intervalo para repouso dos jogadores
  • Transmissão de algumas ordens do treinador
  • Observação do adversário
  • Segurança no passe
Ataque num sistema: Ocupa maior espaço na tática ofensiva. Quando para uma equipe não há nenhuma possibilidade de executar um contra-ataque simples, ou sustentado, para esta equipe só interessa a 4ª fase para a marcação de um gol.

Os sistemas de jogo no ataque são:
  • Ataque com um pivô (3:3 ou 5:1)
  • Ataque com dois pivôs (2:4 ou 4:2)
Estes ataques são subdivididos em:
  • Jogo de ataque posicionado, no qual os jogadores não abandonam as suas posições, mas sim adquirem vantagem tática por meio de um ajuste individual hábil.
  • Ataque com trocas ou circulação, este pode ser realizado com jogo de ataque rígido, o trajeto do jogador e a trajetória da bola estão escritos, sendo que sofrem modificações segundo o comportamento da defesa adversária.

4) A QUARTA FASE DECORRE SEMPRE EM TRÊS PARTES DISTINTAS:

1ª) preparação do ataque por meio de um jogo posicionado ou com trocas e passagens rápidas da bola e ataques perigosos ao gol adversário.
2ª) preparação da fase de finalização do ataque com ajuda de ações táticas individuais e de grupo que são interligadas com as passagens da bola e os movimentos de ataque.
3ª) finalização do ataque: esta é sempre uma ação individual do jogador, para qual os companheiros realizam o trabalho preparatório e que com uma ação técnica-tática realiza um arremesso ao gol.


Princípios Fundamentais na Defesa

Os jogadores na defesa precisam trabalhar em equipe. Comunicação é absolutamente vital. Onde está o pivô? Quem está marcando quem? Onde está o foco do ataque? No nível de elite do Handebol, existem times que possuem jogadores especializados na defesa, que são fisicamente grandes, muito fortes, rápidos e com muita concentração. Esses jogadores ainda possuem a habilidade de detectar o foco do ataque e se adaptar as mudanças nas jogadas. Defensores situados no meio precisam ser muito fortes e altos para impedir os ataques dos meias e conter os pivôs. O goleiro é vital na defesa. Um bom goleiro pode representar mais de 50% da performance de um time. Quando a defesa é penetrada, o goleiro é a ultima barreira ao atacante. Ele precisa ter um reflexo rápido, boa antecipação de onde o atacante pretende arremessar e habilidade de ajustar força, reflexos e total concentração (eliminado qualquer coisa que não seja referente ao jogo) forçando seu objetivo final, a defesa. O goleiro também deve se comunicar com seu time, (pois possui maior visão de jogo por estar fora dos lances de ataque) incentivando e alertando a defesa; e auxiliando e orientando seus companheiros no ataque.

Entre o jogador que vais arremessar e o gol deve haver um jogador de defesa; um adversário nunca deve chegar livre para executar um arremesso ao gol.

O jogador de posse da bola deve sempre ser marcado e confundido nas suas ações, quando próximo da área do gol.
As ações defensivas devem se dirigir sobre a bola, não sobre o corpo de adversário.
O jogador de defesa cobre sempre o braço de arremesso do adversário que está de posse da bola.
Quanto mais os adversários chegam perto da área do goleiro, tanto mais próximo o jogador da defesa deve efetuar a marcação
Não atacar o adversário totalmente de frente, mas diagonalmente, para ter a possibilidade de voltar se for fintado, ou conseguir prosseguir, se roubar à bola.
Os atacantes devem ser constantemente pressionados para fora, nas laterais da quadra, dificultando o arremesso contra a baliza.
Nenhum defensor deve abandonar seu setor de marcação, enquanto o adversário estiver de posse da bola.
Após um ataque defendido, o jogador da defesa deve iniciar rapidamente um ataque ou então correr para livrar-se do adversário.
Deve-se observar também, que no momento em que a equipe perder a posse de bola, deverá voltar pelo caminho mais curto, a fim de evitar o contra-ataque do adversário e ocupar o lugar mais próximo para defender a sua baliza, jogando temporariamente fora de sua posição, retornando à sua antiga posição, no momento oportuno.
1) RETORNO A DEFESA: assim que a equipe perde a posse de bola no ataque a equipe deverá retornar o mais rápido possível à defesa, principalmente quando é dado ao adversário a possibilidade de um contra-ataque. O retorno deverá ser feito no trajeto mais curto, mesmo que os jogadores não possam ocupar a sua verdadeira posição de defesa.
2) DEFESA TEMPORÁRIA: nesta fase o jogador encontra-se fora de sua posição de defesa, pois procurando voltar para impedir o contra ataque do adversário por um caminho mais curto ele jogará temporariamente fora de sua posição de melhor rendimento.
3) ORGANIZAÇÃO DA DEFESA: nesta fase os defensores esperarão a oportunidade para retornar ao seu setor de maior rendimento. Oportunidade esta que poderá ser:
- organização do ataque;
- tiro livre;
- cobrança de lateral, etc.
4) DEFESA ORGANIZADA: acontece nesta fase a utilização do sistema defensivo, treinado pela equipe.

Posição Básica de um jogador na Defesa

Cômodo afastamento lateral das pernas que estarão semiflexionadas à frente, braço na vertical semiflexionado, palma das mãos voltadas para frente, cabeça erguida e com atenção voltada para o jogador e a bola.

Movimentação na Defesa

Um defensor deverá estar sempre em movimentação para responder o mais rápido possível, a uma situação de perigo representados pelas ações do adversário.
Durante um jogo de handebol a defesa executa os seguintes movimentos:
- Para a lateral, para frente e para trás em diagonal.

Forma de Marcação

1) MARCAÇÃO DE OBSERVAÇÃO: É a observação constante e precisa de seu correspondente em relação à bola.
2) MARCAÇÃO CERRADA: É a aproximação direta e de forma segura ao seu oponente correspondente, que está de posse da bola a fim de dificultar a ação do ataque.
3) MARCAÇÃO DE INTERCEPTAÇÃO: É a maneira pela qual o defensor se coloca entre o adversário e a trajetória da bola, mas, somente utilizará esta forma com absoluta certeza de interceptação.

Marcação Individual

É feita quando cada jogador tem seu adversário definido para marcar e a equipe perde a posse da bola.
Esta forma de marcação é usada somente no início da aprendizagem, para que a criança perceba sua ação conjunta contra a equipe adversária e não se preocupe em jogar só por causa da bola.

Princípios da Marcação Individual

Ficar sempre entre o adversário e sua própria baliza, se o atacante estiver longe da baliza, à distância entre atacante e defensor também será maior, quanto mais próximo o atacante estiver da balizas, mais próximo o defensor deve marcá-lo.
O adversário deve estar sempre sob o controle visual para poder acompanhar todos os movimentos e eventualmente até prevê-los.
A marcação individual ainda hoje é utilizada, em determinadas situações e com intenções especiais, que podem ser:
I- Contra equipes mais fraca tecnicamente,
II- Contra equipes mais fracas fisicamente,
III- Contra equipes mais fraca física e tecnicamente,
IV- Quando estamos em superioridade numérica,
V- No final da partida para tentar reverter um resultado desfavorável.

VANTAGENS

- A bola pode ser recuperada mais vezes, contra uma equipe mais fraca
- Surpreende a equipe adversária,
- Desorganiza o ataque adversário

DESVANTAGENS

- Aumenta desgaste físico da equipe defensora,
- Aumenta o numero de faltas, advertências e exclusões,
- Quase não é possível cobertura.

Marcação por Zona

Cada jogador fica responsável por uma faixa de área que deve proteger, guardando e dando combate aos adversários que por ali transitarem com ou sem bola.

VANTAGENS

- executar com eficiência a marcação, mesmo com inferioridade numérica;
- compensar através de cobertura uma falha de um defensor;
- passar para o contra-ataque com maior eficiência, pois se tem o controle visual da bola e dos jogadores;
- obrigar o adversário a agir em conjunto, trocando passes, o que facilita a interceptarão e contra-ataque.
-a defesa, executa a cobertura nas saídas para dar combate, assim como a formação de barreiras, por jogarem lado a lado

DESVANTAGEM

Formação pode ser lenta, até que todos tomem seus lugares, permitindo a ação rápida do adversário, obrigando aquele que foi para o ataque a não se esquecer de voltar, tão logo se perca a bola, pois pela zona do jogador que não voltou a tempo é que pode ser executada a penetração.

Finalidade da Marcação por Zona

- Dar sentido de responsabilidade coletiva;
- Dar oportunidade de cobrir uma falha do companheiro;
- Reduzir os arremessos a gol;
- Dificultar a movimentação do adversário nos seis metros, evitando infiltrações;
- Obrigar o adversário a movimentar a bola fora dos nove metros, facilitando com isto a interceptação;
- Equilibrar a inferioridade da defesa;
- Pode-se dizer que o segredo do sistema defensivo por setor se apóia em sua constante mobilidade.
- Os sistemas defensivos por setor são: 6:0, 5:1, 4:2, 3:3 e 3:2:1.

Marcação Mista ou Combinada

Em jogo, não podem realizar-se uma defesa homem a homem pura (sem troca de adversário) nem uma defesa à zona pura (conservação permanente da posição defensiva sem trocas breves dos defesas entre si), visto que os meios de que os avançados dispõem são múltiplos, de tal modo que também a defesa deve encontrar a utilizar meios diferenciados (combinações da defesa homem a homem e da defesa à zona). A defesa mista é a combinação da defesa individual e por zona.

 Propostas de Atividades

A seguir apresentaremos algumas sugestões de exercícios para o ensino dos fundamentos do handebol seguindo o princípio analítico-sintético do método parcial.
Para iniciar o desenvolvimento de qualquer fundamento com os alunos, é necessário que o professor ou técnico inicialmente explique o que é cada um deles e qual é a forma correta para realizá-lo.
Empunhadura
Exercício 1: Empunhadura Individual
Descrição:
Posição Inicial: Todos os jogadores, livres pela quadra, com bola na mão.
Tarefa: Segurar a bola de forma correta, onde a superfície de contato é realizada pela superfície dos dedos e pela face palmar média da mão.
Variações:
  • Para elevar o nível de complexidade, o aluno deve passar a bola de uma mão para a outra, sem que esta bola escape.
  • Utilizar duas bolas, uma em cada mão.

Fundamentos
Exercício 2: Empunhadura em Duplas
Descrição:
Posição Inicial: Em duplas, os jogadores posicionados um frente para o outro, com os braços estendidos a frente do ombro, a uma distância de no máximo 1 metro. Os dois jogadores segurando a mesma bola, utilizando o exercício da empunhadura.
Tarefa: Cada jogador deve utilizar a força na realização da empunhadura para conseguir puxar a bola. Caso algum jogador consiga puxar, retornar ao início do exercício para realizá-lo novamente.
Variações:
  • Utilizar o braço estendidos a frente do abdômen
  • Criar nova posições para o braço que irá realizar a empunhadura.
Passes/recepção
Exercício 1: Passe acima do ombro na parede
Descrição:
Posição Inicial: O exercício será realizado individualmente, ficando o jogador de frente para a parede, a qual realizará o passe.
Tarefa: Lançar a bola contra a parede e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro.
Variações:
  • Realizar o passe com ambas as mãos, notando a diferença entre as duas.

  • Realizar neste mesmo exercício o passe picado, onde a bola deve bater no solo, depois na parede e retornando à mão do jogador logo em seguida.
  • Determinar alvos na parede (círculos desenhados) para treinar a precisão do passe.
Fundamentos
Exercício 2: Passe acima do ombro em duplas
Descrição:
Posição Inicial: O exercício será realizado em duplas. Os jogadores devem se posicionar de frente, um para o outro, à uma distância de aproximadamente quatro metros.
Tarefa: Realizar o passe para o outro jogador e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro. Como o passe ainda não estará sendo realizado com perfeição, é interessante abordar as formas de recepção, para que o aluno a realize, independente da posição em que ela for recebida(alta, média e baixa).
Variações:
  • Realizar uma série de passes com a mão direita e outra série com a mão esquerda, notando a diferença entre as duas.
  • Realizar neste mesmo exercício o passe quicado, onde a bola deve bater no solo.
  • Aumentar a distância entre a dupla.
  • Determinar o local onde a bola deve ser recepcionada.
Arremesso
Exercício 1: Arremesso com apoio parado
Descrição:
Posição Inicial: Todos os jogadores parados e espalhados atrás da linha de seis metros, de frente para o gol, sem goleiro.
Tarefa: Um aluno de cada vez deve arremessar a bola para o gol.
Variações:
  • Determinar o local para a realização do arremesso (exemplo: ângulo superior esquerdo).
  • Cinco alunos com uma bola distribuídos atrás da linha de seis metros (nos postos específicos ofensivos de pontas e armadores), ao sinal do professor ou técnico, todos devem arremessar a bola ao mesmo tempo.
  • Utilizar uma seqüência, onde cada jogador arremessa por vez, utilizando assim o goleiro.
Fundamentos
Exercício 2: Arremesso com apoio com deslocamento
Descrição:
Posição Inicial: Uma coluna de jogadores nas posições do armador central, cada jogador com uma bola.
Tarefa: Realizar o arremesso, de forma livre, sem cobrar o ritmo trifásico. O arremesso pode ser realizado entre os nove e seis metros. Neste momento o professor pode corrigir a posição do cotovelo, bem como do pé de apoio no chão, que deve ser contrário ao braço de arremesso.
Variações:
  • Realizar arremessos alternando os braços.
  • Determinar o local que a bola deve atingir o gol (determinado pela divisão do gol em partes)
  • Aumentar a distância do arremesso, em relação ao gol.
Fundamentos
Exercício 3: Arremesso em suspensão
Descrição:
Posição Inicial: Três filas nas posições de armador central, armador esquerdo e armador direito.
Tarefa: Cada jogador deve realizar o arremesso em suspensão. Neste momento o professor não deve interferir na forma de deslocamento do jogador (drible, ritmo trifásico). Ele apenas deve realizar as correções no apoio do pé que irá impulsionar o jogador para o arremesso em suspensão.
Variações:
  • Utilizar um cone (deitado) para o jogador pular durante a fase aérea do arremesso em suspensão.
  • Aumentar a distância do arremesso para o gol.
  • Variar as posições de arremesso, de acordo com a posição inicial.
Drible
Exercício 1: Drible Individual
Descrição:
Posição Inicial: Cada jogador com uma bola, espalhados pela quadra.
Tarefa: Realizar o drible numa seqüência que será descrita pelo professor, ao mesmo tempo em que ele realiza as correções necessárias sobre a posição da mão e do braço em relação a bola.
Variações:
  • A seqüência das variações fará o nível de complexidade crescer da seguinte forma: driblar parado em pé, driblar abaixando-se até sentar, driblar deitado até erguer-se novamente, deslocar-se andando, deslocar-se correndo, realizar paradas bruscas, realizar mudanças de direção e realizar tudo isso com ambas as mãos.
Exercício 2: Drible utilizando cones
Descrição:
Posição Inicial: Uma coluna no final da quadra de frente para uma coluna de cones colocados a diferentes distâncias um do outro.
Tarefa: O jogador deve driblar inicialmente andando e depois correndo, assim como com uma mão e depois com a outra, realizando o deslocamento em zigue-zague entre os cones.
Variações:
  • Diminuir o espaço entre os cones.
  • Fazer o retorno nestes mesmos cones, de costas.
  • Utilizar o contorno (giro em volta do cone) para alguns cones.
Fundamentos
Progressão
Exercício: Progressão com 3 passos
Descrição:
Posição Inicial: Vários tipos de materiais posicionados entre a linha de seis metros e a linha de nove metros, entre eles: 3 cordas esticadas, 3 arcos, 3 pés (formato) desenhado no chão, etc.
Tarefa: Os atletas devem realizar uma progressão com três passos para frente utilizando a posição correta dos pés de acordo com os materiais e/ou as sinalizações feitas no chão.
Variações:
  • Realizar três passos andando.
  • Realizar três passos correndo.
  • Estimular um aumento progressivo da velocidade de execução;
  • Aumentar a amplitude das passadas
  • Incluir um salto no final da realização do ritmo trifásico
Fundamentos
Ritmo trifásico
Exercício 1: Ritmo trifásico
Descrição:
Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, só que com a bola empunhada.
Tarefa: Idem ao anterior, utilizando a bola e uma das mãos.
Variações:
  • Idênticas às do exercício anterior.
Exercício 2: Ritmo trifásico com finalização
Descrição:
Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, porém cada jogador com a bola empunhada de frente para o gol, próximo da linha de 9 metros, para realizar o arremesso.
Tarefa: Idem ao anterior e arremessar para o gol.
Variações:
  • Aumentar a velocidade de execução.
  • Aumentar a distância do gol.

8 comentários:

  1. Muito bom! Me ajudou muito na escola! Muito obrigada mesmo! Vou divulgar!

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    1. É justamente esta a finalidade! Experimente também material para Download! Fique a vontade!

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  2. poxaaa fiquei triste um zeroo no trabalho

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    1. Mas o que aconteceu?
      Algum problema de direcionamento das metas do professor?
      A pesquisa pode ser tornar confusa em meio a tantas informações!
      Caso tenham problemas futuros, entrem em contato que poderei ajudar em seus trabalhos numa boa!
      Sucesso a todos!

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  3. muito bom, mas eu acho que faltou a sinalização da arbitragem, como os árbitros mostram que foi gol, falta, lateral, etc.
    enfim os textos foram muito bom e bem explicativo.

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    1. Valeu caro amigo! Olha tal informação temos no "página Downloads" num material de regras disponibilizado a todos vcs! Mas obrigado pela dica e pode deixar que será providenciado em breve!

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